Eu falo besteira com muita autoridade. Num momento bem ficcional.

sexta-feira, novembro 14, 2008

MIMEM-ME!

http://www.flickr.com/photos/maripoppovic

quarta-feira, julho 02, 2008

músicas

bestas que fiz:

Um dia eu estava ocupada fazendo um trabalho da faculdade

quando me veio um amigoe disse que na verdade

eu deveria colocaro abajur em outro lugar para que a sombra

formada pela minha mão não me atrapalhasse

e então segui seu conselho
com gratidão e não é que é melhor?

E até agora o abajur está do meu lado esquerdo superior.



e

Era uma vez
Uma princesa encantada
Tola, infantil e mimada
Menina não fazia nada

Que fugisse ao protocolo
Morava em seu próprio castelo
Papai a pegava no colo
Lhe dava beijinho e caramelo

Filhinha papai lhe dizia
Não deixe nossa casa vazia
Não deixe papai tão sozinho
Papai sempre te dá carinho
Papai sempre te dá Docinho
Papai sempre te dá _dinheirinho
Vem, filha, senta colinho

E princesinha só ia sorrindo
Vivendo em seu mundo Incestuoso e lindo
Nascida de papai e de um tamarindo

Até que conhece um dia madrasta
Menina em casa, só princesa basta
Acusa o pai de sujo, pederasta
E lança-se pelas escadas chorando

Mas princesinha, grita papai
Tu não conheces o mundo
Perdeu-a por um segundo
Princesa deu pro vagabundo
E não ficou arrependida
Esfolada, porém, e ardida
Tomou quatro taças de vinho
E dormiu como um bebezinho.

Quando papai descobriu
Que princesinha o traiu
Seu mundo perfeito caiu
E nem um motivo restou
A cólera fez-lho anêmico
Engasgou madrasta com arsênico
Achou onde princesa se esconde
E arremessou princesa
Sob o bonde

Papai agora está sozinho
Não tem em quem fazer carinho
Não tem pra quem fazer docinho
Não tem pra quem dar dinheirinho
Não tem “princesa, senta colinho”

segunda-feira, janeiro 28, 2008

espanha


TATATATATATATATATATATATATATATATATATATATATATATATATATATA
ELE ACORDAVA TODO DIA PERTO DAS SEIS E MEIA, ENROLAVA UM POUCO, ÀS VEZES PERDIA A HORA, MAS DESSA VEZ NÃO TOCOU O DESPERTADOR POR ALGUM MOTIVO E - QUAL PODERIA SER? O ESTRANHO É QUE ACORDOU POR AINDA OUTRA RAZÃO QUASE VINTE MINUTOS DEPOIS, TONTO DE SONO, SEM ENTENDER PORRA NENHUMA QUE SE PASSAVA À SUA VOLTA.

UMA EXPLOSÃO SURDA ENSURDECEDORA SEGUIDA DE POEIRA E PEDAÇOS DE CONCRETO E DEPOIS DE MAIS UMA ACOMPANHADA POR MONTES DE GESSO DESMONTANDO SOBRE SUA ESCRIVANINHA.

MEU DEUS, ele pensou, É A PORRA DE UMA GUERRA, EXPLODIU UMA PORRA DE ATAQUE AÉREO BEM NA FRENTE DA MINHA JANELA E ANTES DO CAFÉ, AINDA!

DEPOIS DA TERCEIRA EXPLOSÃO, mais nada.














mas tá, às vezes me perguntam na rua, meus fãs, porque continuar escrevendo coisas sem pensar muito antes ou depois?
Ah, vocês podem ler na minha biografia autorizada. hehe. é todo um lance de auto-confiança.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

ps. eu amo a tati

o tatibitate da construção
é equidistante em toda a cidade
sai inaugurando como novidade
por dia, por bairro uma outra unidade.

mendigo não pode morar na pracinha
porque atrapalha a comodidade
da tia ordinária de terceira idade
que quer mais concreta sua realidade.

Francisco não vai mais seguir nesse ritmo
resolveu viver nova paternidade
de volta pra casa, seco de vontade
de respirar ar de verdade.

Você olhando assim, de longe, qualquer um se faz normal
com cara séria, boca fechada no ônibus
na rua
no metrô.

É também como qualquer outro em qualquer ocasião avaliada
Principalmente se passa uma idéia errada, se quer fazer-se destacar por uma atitude que julga única
ou que não julga


não julga nada.

Pegue por exemplo aquela menina, que sorri para seus avós
mas,



confinada no quarto, chora amargamente a dor daqueles que nunca
lhe passaram pela frente. Ou então, veja

só esse rapaz
que se faz meio veado
meio macholino, mas na realidade odeia

bater punheta.

sexta-feira, novembro 23, 2007

sabedoria milenar

desenvolvida na/para a fantasticamente imbecil aula de catequese empoada com nomes bonitos da filosofia antropológica ou temas da cultura contemporânea, com o mote "relacione um dos textos da apostila em relação a uma experiência pessoal":



Sobre o texto
DO VIRTUAL AO PERSONAL
Marcelo Coelho

Por Mariana Poppovic
moda, 2º A


A primeira e única palavra que me vem à mente deparando-me com o tal personal amigo, profissional pago para fazer-lhe companhia (espécie de gueixa disfarçada de novidade): genial.

Parece meramente evolutivo nas pagas relações de conforto maternal: primeiro as babás. Então, os psi (logos, análise, química); em seguida, por que não um companheirão pràquele diazinho devagar de supermercado ou para dar um rolê no parque?

Porque, afinal, qual a diferença para um outro novo amigo, em relação a segurança, a confiança? Você com certeza aposta muito mais naqueles que conhece ao acaso, um dia na faculdade, no farol, num bar, pelos quais se apaixona e conhece a cada dia, seja num relacionamento amoroso ou de camaradagem, cujos defeitos, qualidades, tendências psicóticas ou falta de carisma se revelam a cada rotação da terra em torno do sol e translação em seu próprio eixo do que a Maria José que se anuncia como a solidária a solidões e massageadora de egos. Pelo menos, no segundo caso, pode-se reclamar com o PROCON e pedir reembolso.

Além do mais, de relações frívolas e pouco honestas, o mundo já está cheio. Basta passear por entre desfiles de moda, vernissages ou cenas “underground” para ver alguns exemplos. Qual o problema em gastar um dinheirinho para garantir uma falsa amizade mais verdadeira? Não é para isso que servem os pedaços de papel flutuando nas contas bancárias do mundo, para obter-se comodidade? Paga-se para ter. Pague-se, pois, para uma comodidade-monstro: a mais profissional das amizades!

domingo, novembro 11, 2007

insônia

hoje acordei às três e meia da manhã, ou quatro, não sei bem, algo perto disso, com pensamentos estranhos, confusos, entremeados por ruídos da rua, que poderia ser a mais silenciosa de são paulo, mas não é, que cresciam e misturavam-se com outro, mais próximo, algo leve tamborilando no taco do chão, titilando, até a hora que parou com um baque sutil. quitéria? nesse momento os olhos se escancaram e não tinha mais jeito, eu peguei o celular para ver as horas, maltratando minhas pupilas e as dela também, deitada no meio das minhas roupas, ela bem sabe que odeio. apesar da preocupação em voltar a dormir pelo menos uns sessenta ou cento e vinte minutos, algo de fora começa a criar um padrão sonoro desconcertante, um ritmo alternado de batidas fortes, surdas, que diminui lentamente dando espaço a outro, suave, amelódico, som de sinos de praia, que diminui lentamente dando espaço às batidas surdas, fortes, que diminui lentamente, dando espaço ao outro, suave, xilofônico e às quatro e meia da manhã já quase perdia a cabeça, o controle, fui então para a sala tentar continuar um dos trabalhos monstro de fim de semestre, mas já tinha acordado também a gata desde a hora que a expulsei do quarto com luz fluorescente de telefone móvel que, num ato de vingança, não me deixava tocar numa régua, numa lapiseira, numa borracha, numa folha de papel sem querer sentar seu enorme traseiro em cima ou mordê-los. então, mal-humorada, tonta, com dor de cabeça, decidi tentar as horinhas de sono a mais no sofá da sala, assistindo michel gondry, meu mais novo antigo amor, o que falhou por me atrair muito o interesse, então desliguei a tevê e virei para o lado, com solidão, angústia, culpas e mais culpas girando, palpitando atrás das pálpebras, doendo no peito, no cérebro, embaixo dos braços, na palma dos pés, até que, enquanto o sol nascia, a luz diminuía e eu entrei num mundo fantástico por quatro horas.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Ah, a internet, a internet

garfo, espeto, espinho, estalactite, bisturi, bastão, facão, porrete, porrada, gancho, guincho, currada, cacete, cacetete, tanques, tonéis, blocretes, concreto, metal derretido.